Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ir em baixo

Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Luciano Xavier em Qua Jun 27, 2018 11:39 am

Que o mundo mudou significativamente, isso é evidente; e os avanços tecnológicos marcam de modo emblemático essas mudanças. A correria do cotidiano nessa modernidade tecnológica assinala para um descompasso nas relações sociais. Tendo em vista esses fatores, há de se contatar que a tecnologia não trouxe somente regalias à humanidade, como também gerou inúmeras desigualdades no que diz respeito à distribuição por igual dos recursos à sobrevivência humana. Esses, dentre outros fatores, configuram o que Charles (apud Rojo 2015) chama de hipermodernidade.
      Esse conceito não aponta para uma noção de uma modernidade melhor – como seria o caso do conceito da pós-modernidade –, mas para uma exacerbação dessa modernidade, no sentido de que tudo está muito intenso e, ao mesmo, tempo desarticulado nas relações sociais, políticas e culturais. A modernidade, hoje, segundo essa conceituação, passa por um momento em que tudo é exagerado; desde o hiperconsumismo ao hiperindividualismo, enfim, a era do “hiper” que marca o cotidiano da humanidade moderna, ou hipermoderna.
      Esse conceito de hipermodernidade se aproxima do que Baumam (2011) vai chamar de “modernidade líquida”, que seria essa modernidade em que tudo está muito fluido e dissolvível. A liquidez da vida pós-moderna instaura vários fatores problemáticos, dentre os que já foi citado acima, algo que é muito recorrente, a crise da identidade. O ser humano, já não se reconhece como esse algo estático e pré-construído, mas como algo problemático que modifica a si a todo instante. Hall (2014) também assinala para essa mudança identitária e conceitua como esse sujeito identitário pós-moderno. Assim, visando essas problemáticas da pós-modernidade, a hipermodernidade não se insere como algo que é mais evoluída, mas como algo problemático nas relações coletivas, ante aos novos métodos de vida da humanidade frente as mudanças sociais e tecnológicas.
      Nessa perspectiva tecnológica, Rojo (2015) traz as noções de Web 1.0, Web 2.0 e Web 3.0. A primeira se refere ao período de início da internet, em que o que era subjetivo começou a se tornar uma rede de relações das massas. Na segunda, é marcado o surgimento dos sites e das redes sociais, que indicam não somente uma simples rede de relações, mas para uma produção extensivas de conteúdos e publicações virtuais. Assim, o usuário de se limita ao papel de mero leitor como também passa a ser produtor dessas matérias digitais. A veiculação de informações também é o que marca essa noção, seja a disseminação de notícias de modo coletivo ou individual, que se insere como um jornalismo de rede, em que todos podem propagar essas informações. A Web 3.0 expande a noção trazida pela Web 2.0. Nessa concepção, o campo digital virtual não só mais multiplica postagens e notícias, como se torna também uma espécie de comércio/indústria digital. Curtidas em redes sociais, postagens, vendas pela internet geram muito dinheiro para esses comerciantes, como é o caso dos “digital influencers”, blogueiros e vendedores, que ganham milhões repassando conteúdo, entretendo público, divulgando marcas, e vendendo produtos.
      Percebe-se, assim, os impactos positivos e negativos gerados pela tecnologia na vida da sociedade, e esses resultados respaldam também no âmbito escolar, espaço de construção e desenvolvimento de saber, bem como das relações individuais e coletivas do alunado. Portanto, a escola deve ser pensada, tendo em vista essas transformações, e, no caso as aulas, os professores devem estar antenados em como essas mudanças na escala social podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem desses alunos.
      No que tange às aulas de Língua Portuguesa, os professores podem trabalhar tanto com os gêneros textuais e seus novos suportes, como desenvolver as potencialidades dos alunos na leitura e escrita através da produção de textos no espaço virtual, bem como a publicização desses. Várias plataformas virtuais se inserem nessas características de produção e publicização. Conteúdos de Literatura, por exemplo, hoje, não mais se restringem às páginas do livro impresso. Os chamados ciberespaços possibilitam que os textos, nas suas multimodalidades transitem pelas timelines dos internautas e que o conhecimento se insira ainda mais no caráter de rede como ele realmente o é.
      As fanfics/fanfictions, playlists, etc., são ótimos exemplos para se trabalhar nas aulas de Língua Portuguesa, uma vez que essas não só possibilitam a aproximação dos estudantes com a tecnologia, como propicia momentos reais de aprendizagem. Na fanfic/fanfiction, o professor pode trabalhar os conteúdos de literatura, de modo que desenvolta a criticidade e a potencialidade da escrita do aluno, assim como também pode ser solicitado que essa fanfic/fanfiction seja produzida em grupo proporcionando experiências com a escrita colaborativa para o alunado. Com as playlists, o professor pode contribuir para que o aluno desenvolva sua metodologia de organização e construção das ideias, uma vez que, para se fazer uma playlist, é necessário ter em mente os critérios de organização: ritmo, público a quem se destina, letra; e nesse último, o professor também pode trabalhar com a interpretação das letras das canções escolhidas para as playlists, para saber se as temáticas dialogam, do que falam essas músicas, enfim, desenvolver a criticidade do aluno. Para além de propiciar espaços de interação entre os produtores das playlists e o público ouvinte/seguidor.
      Deste modo, nós, professores dessa geração – assim como os que acompanharam toda essa evolução social e tecnológica – temos que considerar as vantagens que esses novos dispositivos de informação e comunicação podem contribuir para a aprendizagem do aluno. E considerando o pluriculturalismo presente em sala de aula, a atenção deve ser redobrada de modo que contemple as múltiplas culturas presentes em sala de aula, pois vivemos numa era em que as identidades estão mais diversas, visto que novas identidades culturais surgem constantemente nessa nos pós-modernidade.
      Moreira e Candau (2008, p. 25), assinala para essa presença multi ou pluricultural em sala de aula:
“Essa realidade, que marca o mundo de hoje, provoca significativos efeitos (positivos e negativos) e se evidenciam em todos os espaços sociais, decorrentes de diferenças relativas a raça, etnia, gênero, sexualidade, cultura, religião, classe social, idade, deficiências ou outras marcas que diferenciam indivíduos e grupos sociais”.
      Assim ao reconhecer toda essa diversidade em sala – que, por sinal, não se trata de uma tarefa fácil –, o professor pode fazer d sua prática pedagógica um espaço que contemple o contexto sociocultural em que vive os alunos, bem como as suas diversidades inerentes à sua formação identitária.

Luciano Xavier

Mensagens : 7
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Carla Gislene Oliveira em Qua Jun 27, 2018 1:06 pm

Rojo e Barbosa , apresentam o conceito de hipermodernidade sob a perspectiva do autor Lipovestsky(2004), em que o termo pós-moderno tornou-se vago e não consegue exprimir o mundo atual, e ao definir hipermodernidade propõe reconceitualizar a organização temporal que se apresenta, surge uma nova fase da modernidade integradora, constituída de novos tempos, novas tecnologias, novos textos e novas linguagens. A cultura de excesso e da moderação.
As autoras define a web 1.0, como sendo a primeira geração da internet, que dava informação unidirecional(de um para muitos). Na web 20, muda o fluxo de comunicação, porque são os usuários que produzem conteúdos em postagens e publicações em redes sociais como Facebook, Twitter etc. As curtições rendem milhões , mapeiam o que agrada e quem são os consumidores em potencial, favorecendo à web 3.0, que pretende antecipar o que o usuário gosta ou detesta, a dita internet "inteligente" representada por diversos sites.
Uma possível atividade para trabalhar com a disciplina de Língua Portuguesa, seria a produção de um fanclipe, que é um vídeo produzido por fãs, em geral usando algo que admiram: uma musica, um livro, um filme de que são fãs. Com base na análise dos videos , pode-se trabalhar figuras de linguagens, paráfrases ou parodias, identificar dentro dos videos outros gêneros, como imagens associadas ao texto.
O processo de comunicação e interatividade foi modificado após a expansão da internet , e todo esse processo de informatização e de tecnologia modificou a escrita, assim a escola deve estar atenta às essa mudanças. Dessa forma, as playlist e as fanfiction, servem como motivação para os alunos com relação à escrita, pois apresentam texto de apresentação, que descreve ou relata algo envolvendo as produções em questão, envolvem argumentação,contemplando diferentes sequências textuais. A produção desses gêneros permite aos alunos serem protagonistas no processo de ensino-aprendizagem, em que , precisam selecionar os textos, a partir de algum critério, organiza-los e destacar o que deve ser comentado, e ainda disponibilizar os resultados nas redes para que outros alunos possam curtir ou redistribuir.
" As práticas de linguagem se dão sempre de maneira situada, isto é, em determinadas situações de enunciação ou de comunicação" , que segundo as autoras na impossibilidade de a escola abordar tudo, deve-se eleger quatro esferas da maior importância, sendo a jornalistica(circulação da informação);divulgação da ciência(circulação do conhecimento); participação na vida pública(produção e consumo) e artístico-literário(cultura,arte e entretenimento).
Há a necessidade de se trabalhar , em sala de aula, os princípios da pluralidade cultural e da diversidade de linguagens envolvidas no conceito de multiletramentos, ressaltando que os recursos tecnológicos exercem papel importante, e nesse contexto e por meio de atividades que realmente preparem o aluno para as diversas praticas sociais, alem de torna-lo mais critico para uma atuação significativa no meio em que vive.Portanto, é preciso considerar o hibridismo cultural da hipermodernidade, sem negar a ideia de que a cultura não tem fronteiras, é permeável e porosa, Sacristan(2008), a escola deve levar em conta os multi e novos letramentos, as praticas, gêneros em circulação nos ambientes da cultura de massa e digital e no mundo hiper moderno atual, e não somente valorizar a cultura dita "culta".

Carla Gislene Oliveira

Mensagens : 10
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Carla Gislene Oliveira em Qua Jun 27, 2018 1:21 pm

Luciano Xavier escreveu:Que o mundo mudou significativamente, isso é evidente; e os avanços tecnológicos marcam de modo emblemático essas mudanças. A correria do cotidiano nessa modernidade tecnológica assinala para um descompasso nas relações sociais. Tendo em vista esses fatores, há de se contatar que a tecnologia não trouxe somente regalias à humanidade, como também gerou inúmeras desigualdades no que diz respeito à distribuição por igual dos recursos à sobrevivência humana. Esses, dentre outros fatores, configuram o que Charles (apud Rojo 2015) chama de hipermodernidade.
      Esse conceito não aponta para uma noção de uma modernidade melhor – como seria o caso do conceito da pós-modernidade –, mas para uma exacerbação dessa modernidade, no sentido de que tudo está muito intenso e, ao mesmo, tempo desarticulado nas relações sociais, políticas e culturais. A modernidade, hoje, segundo essa conceituação, passa por um momento em que tudo é exagerado; desde o hiperconsumismo ao hiperindividualismo, enfim, a era do “hiper” que marca o cotidiano da humanidade moderna, ou hipermoderna.
      Esse conceito de hipermodernidade se aproxima do que Baumam (2011) vai chamar de “modernidade líquida”, que seria essa modernidade em que tudo está muito fluido e dissolvível. A liquidez da vida pós-moderna instaura vários fatores problemáticos, dentre os que já foi citado acima, algo que é muito recorrente, a crise da identidade. O ser humano, já não se reconhece como esse algo estático e pré-construído, mas como algo problemático que modifica a si a todo instante. Hall (2014) também assinala para essa mudança identitária e conceitua como esse sujeito identitário pós-moderno. Assim, visando essas problemáticas da pós-modernidade, a hipermodernidade não se insere como algo que é mais evoluída, mas como algo problemático nas relações coletivas, ante aos novos métodos de vida da humanidade frente as mudanças sociais e tecnológicas.
      Nessa perspectiva tecnológica, Rojo (2015) traz as noções de Web 1.0, Web 2.0 e Web 3.0. A primeira se refere ao período de início da internet, em que o que era subjetivo começou a se tornar uma rede de relações das massas. Na segunda, é marcado o surgimento dos sites e das redes sociais, que indicam não somente uma simples rede de relações, mas para uma produção extensivas de conteúdos e publicações virtuais. Assim, o usuário de se limita ao papel de mero leitor como também passa a ser produtor dessas matérias digitais. A veiculação de informações também é o que marca essa noção, seja a disseminação de notícias de modo coletivo ou individual, que se insere como um jornalismo de rede, em que todos podem propagar essas informações. A Web 3.0 expande a noção trazida pela Web 2.0. Nessa concepção, o campo digital virtual não só mais multiplica postagens e notícias, como se torna também uma espécie de comércio/indústria digital. Curtidas em redes sociais, postagens, vendas pela internet geram muito dinheiro para esses comerciantes, como é o caso dos “digital influencers”, blogueiros e vendedores, que ganham milhões repassando conteúdo, entretendo público, divulgando marcas, e vendendo produtos.
      Percebe-se, assim, os impactos positivos e negativos gerados pela tecnologia na vida da sociedade, e esses resultados respaldam também no âmbito escolar, espaço de construção e desenvolvimento de saber, bem como das relações individuais e coletivas do alunado. Portanto, a escola deve ser pensada, tendo em vista essas transformações, e, no caso as aulas, os professores devem estar antenados em como essas mudanças na escala social podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem desses alunos.
      No que tange às aulas de Língua Portuguesa, os professores podem trabalhar tanto com os gêneros textuais e seus novos suportes, como desenvolver as potencialidades dos alunos na leitura e escrita através da produção de textos no espaço virtual, bem como a publicização desses. Várias plataformas virtuais se inserem nessas características de produção e publicização. Conteúdos de Literatura, por exemplo, hoje, não mais se restringem às páginas do livro impresso. Os chamados ciberespaços possibilitam que os textos, nas suas multimodalidades transitem pelas timelines dos internautas e que o conhecimento se insira ainda mais no caráter de rede como ele realmente o é.
      As fanfics/fanfictions, playlists, etc., são ótimos exemplos para se trabalhar nas aulas de Língua Portuguesa, uma vez que essas não só possibilitam a aproximação dos estudantes com a tecnologia, como propicia momentos reais de aprendizagem. Na fanfic/fanfiction, o professor pode trabalhar os conteúdos de literatura, de modo que desenvolta a criticidade e a potencialidade da escrita do aluno, assim como também pode ser solicitado que essa fanfic/fanfiction seja produzida em grupo proporcionando experiências com a escrita colaborativa para o alunado. Com as playlists, o professor pode contribuir para que o aluno desenvolva sua metodologia de organização e construção das ideias, uma vez que, para se fazer uma playlist, é necessário ter em mente os critérios de organização: ritmo, público a quem se destina, letra; e nesse último, o professor também pode trabalhar com a interpretação das letras das canções escolhidas para as playlists, para saber se as temáticas dialogam, do que falam essas músicas, enfim, desenvolver a criticidade do aluno. Para além de propiciar espaços de interação entre os produtores das playlists e o público ouvinte/seguidor.
      Deste modo, nós, professores dessa geração – assim como os que acompanharam toda essa evolução social e tecnológica – temos que considerar as vantagens que esses novos dispositivos de informação e comunicação podem contribuir para a aprendizagem do aluno. E considerando o pluriculturalismo presente em sala de aula, a atenção deve ser redobrada de modo que contemple as múltiplas culturas presentes em sala de aula, pois vivemos numa era em que as identidades estão mais diversas, visto que novas identidades culturais surgem constantemente nessa nos pós-modernidade.
      Moreira e Candau (2008, p. 25), assinala para essa presença multi ou pluricultural em sala de aula:
“Essa realidade, que marca o mundo de hoje, provoca significativos efeitos (positivos e negativos) e se evidenciam em todos os espaços sociais, decorrentes de diferenças
relativas a raça, etnia, gênero, sexualidade, cultura, religião, classe social, idade, deficiências ou outras marcas que diferenciam indivíduos e grupos sociais”.
      Assim ao reconhecer toda essa diversidade em sala – que, por sinal, não se trata de uma tarefa fácil –, o professor pode fazer d sua prática pedagógica um espaço que contemple o contexto sociocultural em que vive os alunos, bem como as suas diversidades inerentes à sua formação identitária.

Bem colocado Luciano, o conceito de Bauman(2011), dessa "modernidade liquida", tudo muito fluido e dissolvível.
Você aponta muito bem os impactos positivos e negativos gerados pelas tecnologias na vida da sociedade, e ressalta que enquanto professores temos que acompanhar essa evolução e filtrar as vantagens dessa hipermodernidade para trabalhar em sala de aula.

Carla Gislene Oliveira

Mensagens : 10
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Luciano Xavier em Qua Jun 27, 2018 1:38 pm

Obrigado, Carla. Acho que Bauman traduz bastante a liquidificador que vivemos na sociedade atual!

Luciano Xavier

Mensagens : 7
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Luciano Xavier em Qua Jun 27, 2018 1:47 pm

Carla Gislene Oliveira escreveu:Rojo e Barbosa , apresentam o conceito de hipermodernidade sob a perspectiva do autor Lipovestsky(2004), em que o termo pós-moderno tornou-se vago e não consegue exprimir o mundo atual, e ao definir hipermodernidade propõe reconceitualizar a organização temporal que se apresenta, surge uma nova fase da modernidade integradora, constituída de novos tempos, novas tecnologias, novos textos e novas linguagens. A cultura de excesso e da moderação.
As autoras define a web 1.0, como sendo a primeira geração da internet, que dava informação unidirecional(de um para muitos). Na web 20, muda o fluxo de comunicação, porque são os usuários que produzem conteúdos em postagens e publicações em redes sociais como Facebook, Twitter etc. As curtições  rendem milhões , mapeiam o que agrada e quem são os consumidores em potencial, favorecendo à web 3.0, que pretende antecipar o que o usuário gosta ou detesta, a dita internet "inteligente" representada por diversos sites.
Uma possível atividade para trabalhar com a disciplina de Língua Portuguesa, seria a produção de um fanclipe, que é um vídeo produzido por fãs, em geral usando algo que admiram: uma musica, um livro, um filme de que são fãs. Com base na análise dos videos , pode-se trabalhar figuras de linguagens, paráfrases ou parodias, identificar dentro dos videos outros gêneros, como imagens associadas ao texto.
O processo de comunicação e interatividade foi modificado após a expansão da internet , e todo esse processo de informatização e de tecnologia modificou a escrita, assim a escola deve estar atenta às essa mudanças. Dessa forma, as playlist e as fanfiction, servem como motivação para os alunos com relação à escrita, pois apresentam texto de apresentação, que descreve ou relata algo envolvendo as produções em questão, envolvem argumentação,contemplando diferentes sequências textuais. A produção desses gêneros permite aos alunos serem protagonistas no processo de ensino-aprendizagem, em que , precisam selecionar os textos, a partir de algum critério, organiza-los e destacar o que deve ser comentado, e ainda disponibilizar os resultados nas redes para que outros alunos possam curtir ou redistribuir.
" As práticas de linguagem se dão sempre de maneira situada, isto é, em determinadas situações de enunciação ou de comunicação" , que segundo as autoras na impossibilidade de a escola abordar tudo, deve-se eleger quatro esferas da maior importância, sendo a jornalistica(circulação da informação);divulgação da ciência(circulação do conhecimento); participação na vida pública(produção e consumo) e artístico-literário(cultura,arte e entretenimento).
Há a necessidade de se trabalhar , em sala de aula, os princípios da pluralidade cultural e da diversidade de linguagens envolvidas no conceito de multiletramentos, ressaltando que os recursos tecnológicos exercem papel importante, e nesse contexto e por meio de atividades que realmente preparem o aluno para as diversas praticas sociais, alem de torna-lo mais critico para uma atuação significativa no meio em que vive.Portanto, é preciso considerar o hibridismo cultural da hipermodernidade, sem negar a ideia de que a cultura não tem fronteiras, é permeável e porosa, Sacristan(2008), a escola deve levar em conta os multi e novos letramentos, as praticas, gêneros em circulação nos ambientes da cultura de massa e digital e no mundo hiper moderno atual, e não somente valorizar a cultura dita "culta".

Isso, Carla. Gostei da sua argumentação, e ainda ressalto a dificuldade de se trabalhar com recursos tecnológicos na escolas públicas, tendo em vista a falta de estrutura. No entanto, acho que muitos professores tem se acomodado à rotina de uma aula "meia boca", a grosso modo falando. Claro que é difícil, mas ficamos aqui com a tarefa de, pelo menos, tentar.

E ainda com relação ao pluriculturalismo/multiculturalismo, reconhecer a diversidade na prática docente, também é muito difícil, mesmo nos dias de hoje. Mas temos que reconhecer que  não estamos mais no século passado - e mesmo que tivessemos - as nossas práticas pedagógicas têm que acompanhar o tempo que vivemos, e mais importante ainda, o tempo em que os nossos alunos vivem!

Luciano Xavier

Mensagens : 7
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por ElizalvaMeneses em Qui Jun 28, 2018 9:00 pm

todos os setores do saber e do poder deve ser individual pós devemos assumir essas autonomia que a modernidade nos levou a compreender que o futuro e muito determinante no presente,esta geração da internet da, web dava informações direcionada de uma para outra que era muito comum nas culturas de massas e com o aparecimento dos sites tipo face book, Amazon e web 2 os usuários produzem postagem e publicações em redes sociais como Facebook twitter,tumblr e Google + e Wikipedia e em redes de mídias como tuíter ,Flickr, e estragam e com a web 2 foi pocivil marca e etiqueta dos conteúdos dos usuários que abrem caminho par a próxima geração da web 3 que e a internet inteligente as curtidas que rende milhões são mapeadas as que agrada e as que não, os próprios consumidores são os indicadores da terceira face do consumo por um. processo de aprendizagem continua a etiquetagem a web 3 pretende antecipa o que o usuário gasta ou detesta as suas necessidades e seus interesses de maneira a oferecer conteúdos e mercadorias em tempo real . e esses inteligencia já começa a fazer sentir em diferentes sites e redes sociais. os gêneros playlist e fanfictiom tem a sua produção de evolver a remixagem hibridação a essa composição tem a pesquisa e interpretação de texto e uma combinação que existe por meio de recombinação e produção de texto em novos sentidos e uma nova forma para as disciplina do contexto escolar.os professores deve ter uma qualiragem nas norma culta para que os aluno possam iterai com diversos níveis culturais e também acompanhar essa evolução que e bastante vantajosa para o aprendizagem dos alunos,o multiculturalismo e presente na vida dos nossos alunos e devemos usar e respeita todas as cultura e religiosidades no âmbito escolar.

ElizalvaMeneses

Mensagens : 8
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

monocordo com você eu como professor posso não aceita as sua decisões mais respeito a sua liberdade de decide o que você é e que religião se quir

Mensagem por ElizalvaMeneses em Qui Jun 28, 2018 9:07 pm

Luciano Xavier escreveu:
Carla Gislene Oliveira escreveu:Rojo e Barbosa , apresentam o conceito de hipermodernidade sob a perspectiva do autor Lipovestsky(2004), em que o termo pós-moderno tornou-se vago e não consegue exprimir o mundo atual, e ao definir hipermodernidade propõe reconceitualizar a organização temporal que se apresenta, surge uma nova fase da modernidade integradora, constituída de novos tempos, novas tecnologias, novos textos e novas linguagens. A cultura de excesso e da moderação.
As autoras define a web 1.0, como sendo a primeira geração da internet, que dava informação unidirecional(de um para muitos). Na web 20, muda o fluxo de comunicação, porque são os usuários que produzem conteúdos em postagens e publicações em redes sociais como Facebook, Twitter etc. As curtições  rendem milhões , mapeiam o que agrada e quem são os consumidores em potencial, favorecendo à web 3.0, que pretende antecipar o que o usuário gosta ou detesta, a dita internet "inteligente" representada por diversos sites.
Uma possível atividade para trabalhar com a disciplina de Língua Portuguesa, seria a produção de um fanclipe, que é um vídeo produzido por fãs, em geral usando algo que admiram: uma musica, um livro, um filme de que são fãs. Com base na análise dos videos , pode-se trabalhar figuras de linguagens, paráfrases ou parodias, identificar dentro dos videos outros gêneros, como imagens associadas ao texto.
O processo de comunicação e interatividade foi modificado após a expansão da internet , e todo esse processo de informatização e de tecnologia modificou a escrita, assim a escola deve estar atenta às essa mudanças. Dessa forma, as playlist e as fanfiction, servem como motivação para os alunos com relação à escrita, pois apresentam texto de apresentação, que descreve ou relata algo envolvendo as produções em questão, envolvem argumentação,contemplando diferentes sequências textuais. A produção desses gêneros permite aos alunos serem protagonistas no processo de ensino-aprendizagem, em que , precisam selecionar os textos, a partir de algum critério, organiza-los e destacar o que deve ser comentado, e ainda disponibilizar os resultados nas redes para que outros alunos possam curtir ou redistribuir.
" As práticas de linguagem se dão sempre de maneira situada, isto é, em determinadas situações de enunciação ou de comunicação" , que segundo as autoras na impossibilidade de a escola abordar tudo, deve-se eleger quatro esferas da maior importância, sendo a jornalistica(circulação da informação);divulgação da ciência(circulação do conhecimento); participação na vida pública(produção e consumo) e artístico-literário(cultura,arte e entretenimento).
Há a necessidade de se trabalhar , em sala de aula, os princípios da pluralidade cultural e da diversidade de linguagens envolvidas no conceito de multiletramentos, ressaltando que os recursos tecnológicos exercem papel importante, e nesse contexto e por meio de atividades que realmente preparem o aluno para as diversas praticas sociais, alem de torna-lo mais critico para uma atuação significativa no meio em que vive.Portanto, é preciso considerar o hibridismo cultural da hipermodernidade, sem negar a ideia de que a cultura não tem fronteiras, é permeável e porosa, Sacristan(2008), a escola deve levar em conta os multi e novos letramentos, as praticas, gêneros em circulação nos ambientes da cultura de massa e digital e no mundo hiper moderno atual, e não somente valorizar a cultura dita "culta".

Isso, Carla. Gostei da sua argumentação, e ainda ressalto a dificuldade de se trabalhar com recursos tecnológicos na escolas públicas, tendo em vista a falta de estrutura. No entanto, acho que muitos professores tem se acomodado à rotina de uma aula "meia boca", a grosso modo falando. Claro que é difícil, mas ficamos aqui com a tarefa de, pelo menos, tentar.

E ainda com relação ao pluriculturalismo/multiculturalismo, reconhecer a diversidade na prática docente, também é muito difícil, mesmo nos dias de hoje. Mas temos que reconhecer que  não estamos mais no século passado - e mesmo que tivessemos - as nossas práticas pedagógicas têm que acompanhar o tempo que vivemos, e mais importante ainda, o tempo em que os nossos alunos vivem!

ElizalvaMeneses

Mensagens : 8
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por ElizalvaMeneses em Qui Jun 28, 2018 9:09 pm

Luciano Xavier escreveu:Que o mundo mudou significativamente, isso é evidente; e os avanços tecnológicos marcam de modo emblemático essas mudanças. A correria do cotidiano nessa modernidade tecnológica assinala para um descompasso nas relações sociais. Tendo em vista esses fatores, há de se contatar que a tecnologia não trouxe somente regalias à humanidade, como também gerou inúmeras desigualdades no que diz respeito à distribuição por igual dos recursos à sobrevivência humana. Esses, dentre outros fatores, configuram o que Charles (apud Rojo 2015) chama de hipermodernidade.
      Esse conceito não aponta para uma noção de uma modernidade melhor – como seria o caso do conceito da pós-modernidade –, mas para uma exacerbação dessa modernidade, no sentido de que tudo está muito intenso e, ao mesmo, tempo desarticulado nas relações sociais, políticas e culturais. A modernidade, hoje, segundo essa conceituação, passa por um momento em que tudo é exagerado; desde o hiperconsumismo ao hiperindividualismo, enfim, a era do “hiper” que marca o cotidiano da humanidade moderna, ou hipermoderna.
      Esse conceito de hipermodernidade se aproxima do que Baumam (2011) vai chamar de “modernidade líquida”, que seria essa modernidade em que tudo está muito fluido e dissolvível. A liquidez da vida pós-moderna instaura vários fatores problemáticos, dentre os que já foi citado acima, algo que é muito recorrente, a crise da identidade. O ser humano, já não se reconhece como esse algo estático e pré-construído, mas como algo problemático que modifica a si a todo instante. Hall (2014) também assinala para essa mudança identitária e conceitua como esse sujeito identitário pós-moderno. Assim, visando essas problemáticas da pós-modernidade, a hipermodernidade não se insere como algo que é mais evoluída, mas como algo problemático nas relações coletivas, ante aos novos métodos de vida da humanidade frente as mudanças sociais e tecnológicas.
      Nessa perspectiva tecnológica, Rojo (2015) traz as noções de Web 1.0, Web 2.0 e Web 3.0. A primeira se refere ao período de início da internet, em que o que era subjetivo começou a se tornar uma rede de relações das massas. Na segunda, é marcado o surgimento dos sites e das redes sociais, que indicam não somente uma simples rede de relações, mas para uma produção extensivas de conteúdos e publicações virtuais. Assim, o usuário de se limita ao papel de mero leitor como também passa a ser produtor dessas matérias digitais. A veiculação de informações também é o que marca essa noção, seja a disseminação de notícias de modo coletivo ou individual, que se insere como um jornalismo de rede, em que todos podem propagar essas informações. A Web 3.0 expande a noção trazida pela Web 2.0. Nessa concepção, o campo digital virtual não só mais multiplica postagens e notícias, como se torna também uma espécie de comércio/indústria digital. Curtidas em redes sociais, postagens, vendas pela internet geram muito dinheiro para esses comerciantes, como é o caso dos “digital influencers”, blogueiros e vendedores, que ganham milhões repassando conteúdo, entretendo público, divulgando marcas, e vendendo produtos.
      Percebe-se, assim, os impactos positivos e negativos gerados pela tecnologia na vida da sociedade, e esses resultados respaldam também no âmbito escolar, espaço de construção e desenvolvimento de saber, bem como das relações individuais e coletivas do alunado. Portanto, a escola deve ser pensada, tendo em vista essas transformações, e, no caso as aulas, os professores devem estar antenados em como essas mudanças na escala social podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem desses alunos.
      No que tange às aulas de Língua Portuguesa, os professores podem trabalhar tanto com os gêneros textuais e seus novos suportes, como desenvolver as potencialidades dos alunos na leitura e escrita através da produção de textos no espaço virtual, bem como a publicização desses. Várias plataformas virtuais se inserem nessas características de produção e publicização. Conteúdos de Literatura, por exemplo, hoje, não mais se restringem às páginas do livro impresso. Os chamados ciberespaços possibilitam que os textos, nas suas multimodalidades transitem pelas timelines dos internautas e que o conhecimento se insira ainda mais no caráter de rede como ele realmente o é.
      As fanfics/fanfictions, playlists, etc., são ótimos exemplos para se trabalhar nas aulas de Língua Portuguesa, uma vez que essas não só possibilitam a aproximação dos estudantes com a tecnologia, como propicia momentos reais de aprendizagem. Na fanfic/fanfiction, o professor pode trabalhar os conteúdos de literatura, de modo que desenvolta a criticidade e a potencialidade da escrita do aluno, assim como também pode ser solicitado que essa fanfic/fanfiction seja produzida em grupo proporcionando experiências com a escrita colaborativa para o alunado. Com as playlists, o professor pode contribuir para que o aluno desenvolva sua metodologia de organização e construção das ideias, uma vez que, para se fazer uma playlist, é necessário ter em mente os critérios de organização: ritmo, público a quem se destina, letra; e nesse último, o professor também pode trabalhar com a interpretação das letras das canções escolhidas para as playlists, para saber se as temáticas dialogam, do que falam essas músicas, enfim, desenvolver a criticidade do aluno. Para além de propiciar espaços de interação entre os produtores das playlists e o público ouvinte/seguidor.
      Deste modo, nós, professores dessa geração – assim como os que acompanharam toda essa evolução social e tecnológica – temos que considerar as vantagens que esses novos dispositivos de informação e comunicação podem contribuir para a aprendizagem do aluno. E considerando o pluriculturalismo presente em sala de aula, a atenção deve ser redobrada de modo que contemple as múltiplas culturas presentes em sala de aula, pois vivemos numa era em que as identidades estão mais diversas, visto que novas identidades culturais surgem constantemente nessa nos pós-modernidade.
      Moreira e Candau (2008, p. 25), assinala para essa presença multi ou pluricultural em sala de aula:
“Essa realidade, que marca o mundo de hoje, provoca significativos efeitos (positivos e negativos) e se evidenciam em todos os espaços sociais, decorrentes de diferenças relativas a raça, etnia, gênero, sexualidade, cultura, religião, classe social, idade, deficiências ou outras marcas que diferenciam indivíduos e grupos sociais”.
      Assim ao reconhecer toda essa diversidade em sala – que, por sinal, não se trata de uma tarefa fácil –, o professor pode fazer d sua prática pedagógica um espaço que contemple o contexto sociocultural em que vive os alunos, bem como as suas diversidades inerentes à sua formação identitária.

ElizalvaMeneses

Mensagens : 8
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por ElizalvaMeneses em Qui Jun 28, 2018 9:17 pm

vivemos em total evolução e natural do homem por isso e que devemos nos adaptas e nos inovar a cadadia

ElizalvaMeneses

Mensagens : 8
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos

Mensagem por Diana Santana em Sab Jun 30, 2018 12:35 pm

No livro Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos, as autoras Roxane Rojo e Jacqueline Barbosa relatam a respeito dos benefícios das tecnologias em sala de aula e na sociedade de modo geral, e o quanto essas tecnologias contribuíram para as mudanças significativas que ocorreram no mundo. Rojo (2015), no entanto ressalta os pontos negativos que essas mudanças proporcionaram a humanidade. Elas afirmam que junto às novas tecnologias, surgiram também “novas formas de ser, de se comportar [...], de aprender”.
Segundo Lipovetsky e Charles (apud Rojo 2015), o termo hipermodernidade não está atrelado ao conceito de pós-modernidade, mas de certo descontrole da humanidade perante as novas tecnologias, e enfatiza que se trata de “radicalização da modernidade”. Uma sociedade desigual, a qual ainda se espera por justiça e democracia, os projetos coletivos perderam lugar, as grandes ideologias já não são autenticas, dando lugar aparente a iniciativas isoladas que parecem não ter força para enfrentar desafios gigantescos.
O termo hipermodernidade está ligado a outros contextos como a hipercomplexidade, ao hiperconsumismo, ao hiperindividualismo, hipertexto, hipermídia, entre outros, todos com o prefixo “hiper”, que significa muito, além de,  exagerado. Ou seja, o termo hipermodernidade, está relacionado a uma modernidade exagerada, que ultrapassou, que está além de ser modernidade. Isto é, não se trata de uma modernidade melhor, mas de uma era onde tudo está se transformando em “hiper”, em exageros.
A web 1.0, primeira geração de internet, era considerada unidirecional, diz Rojo (apud Rojo 2015), onde as informações partiam de um para muitos. Na Web 2.0, as autoras caracterizam os usuários como lautor, onde era possível que estes se tornassem produtores e leitores ao mesmo tempo através das redes sociais como facebook, twiter, entre outros. E, finalmente a Web 3.0, considerada a internet “inteligente”, usada não apenas para veicular notícias, mas também como meio de comercio, com fins lucrativos, utilizada por todos, e principalmente aqueles profissionais denominados hoje por blogueiros, youtubers e empresários que utilizam a internet como meio de divulgar seus produtos.
No âmbito escolar, a gama de professores que utilizam esses métodos para suas aulas ainda é muito pouca, comparadas ao que se vê fora da escola. No contexto familiar, social, os jovens, adolescentes e até a terceira idade já estão na era digital, enquanto no ambiente acadêmico, são raras as escolas preparadas para uma aula interativa com o uso da Tic’s. E quando a escola dispõe desse espaço, encontra-se outra dificuldade, que é a falta de preparação dos profissionais da educação, que não dispõem de Capacitação pessoal na área, e não aproveitam a série de oportunidades interativas que as tecnologias proporcionam para aulas mais dinâmicas e atraentes.
Cabe a esta nova geração de profissionais da educação, investir e continuar evoluindo no quesito tecnologias para por em prática o aprendizado tecnológico, pois enormes são as possibilidades de atrelar uma aula de Língua portuguesa, por exemplo, através do uso de ferramentas digitais, como as Fanfics, google sala de aula, forumeiros, dentre outros, além daqueles usuais que já são conhecidos por muitos, como o facebook, blogs, whatsaap, etc.
Isso não quer dizer que fazendo dessa forma, tudo será mais fácil, e nós professores não teremos desafios. Ao contrário, todo trabalho produtivo é trabalhoso, haverá sempre percalços, mas a maneira como irá transpor essas dificuldades é o diferencial que cada profissional poderá se destacar ao conseguir superá-las.

Diana Santana

Mensagens : 9
Data de inscrição : 19/03/2018
Idade : 32
Localização : JACOBINA

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Diana Santana em Sab Jun 30, 2018 12:43 pm

Carla Gislene Oliveira escreveu:Rojo e Barbosa , apresentam o conceito de hipermodernidade sob a perspectiva do autor Lipovestsky(2004), em que o termo pós-moderno tornou-se vago e não consegue exprimir o mundo atual, e ao definir hipermodernidade propõe reconceitualizar a organização temporal que se apresenta, surge uma nova fase da modernidade integradora, constituída de novos tempos, novas tecnologias, novos textos e novas linguagens. A cultura de excesso e da moderação.
As autoras define a web 1.0, como sendo a primeira geração da internet, que dava informação unidirecional(de um para muitos). Na web 20, muda o fluxo de comunicação, porque são os usuários que produzem conteúdos em postagens e publicações em redes sociais como Facebook, Twitter etc. As curtições  rendem milhões , mapeiam o que agrada e quem são os consumidores em potencial, favorecendo à web 3.0, que pretende antecipar o que o usuário gosta ou detesta, a dita internet "inteligente" representada por diversos sites.
Uma possível atividade para trabalhar com a disciplina de Língua Portuguesa, seria a produção de um fanclipe, que é um vídeo produzido por fãs, em geral usando algo que admiram: uma musica, um livro, um filme de que são fãs. Com base na análise dos videos , pode-se trabalhar figuras de linguagens, paráfrases ou parodias, identificar dentro dos videos outros gêneros, como imagens associadas ao texto.
O processo de comunicação e interatividade foi modificado após a expansão da internet , e todo esse processo de informatização e de tecnologia modificou a escrita, assim a escola deve estar atenta às essa mudanças. Dessa forma, as playlist e as fanfiction, servem como motivação para os alunos com relação à escrita, pois apresentam texto de apresentação, que descreve ou relata algo envolvendo as produções em questão, envolvem argumentação,contemplando diferentes sequências textuais. A produção desses gêneros permite aos alunos serem protagonistas no processo de ensino-aprendizagem, em que , precisam selecionar os textos, a partir de algum critério, organiza-los e destacar o que deve ser comentado, e ainda disponibilizar os resultados nas redes para que outros alunos possam curtir ou redistribuir.
" As práticas de linguagem se dão sempre de maneira situada, isto é, em determinadas situações de enunciação ou de comunicação" , que segundo as autoras na impossibilidade de a escola abordar tudo, deve-se eleger quatro esferas da maior importância, sendo a jornalistica(circulação da informação);divulgação da ciência(circulação do conhecimento); participação na vida pública(produção e consumo) e artístico-literário(cultura,arte e entretenimento).
Há a necessidade de se trabalhar , em sala de aula, os princípios da pluralidade cultural e da diversidade de linguagens envolvidas no conceito de multiletramentos, ressaltando que os recursos tecnológicos exercem papel importante, e nesse contexto e por meio de atividades que realmente preparem o aluno para as diversas praticas sociais, alem de torna-lo mais critico para uma atuação significativa no meio em que vive.Portanto, é preciso considerar o hibridismo cultural da hipermodernidade, sem negar a ideia de que a cultura não tem fronteiras, é permeável e porosa, Sacristan(2008), a escola deve levar em conta os multi e novos letramentos, as praticas, gêneros em circulação nos ambientes da cultura de massa e digital e no mundo hiper moderno atual, e não somente valorizar a cultura dita "culta".

Isso Carla, a gama de oportunidades para se trabalhar Língua Portuguesa, leitura, produção textual, etc, são infinitas, desde que os professores consigam ultrapassar essas dificuldades que encontram, com a falta de apoio pedagógico, condições desfavoráveis relacionadas ao próprio ambiente de trabalho, entre outros fatores que dificultam o desenvolvimento do processo educacional. Para tanto, é necessário uma postura ativa diante de tais dificuldades.

Diana Santana

Mensagens : 9
Data de inscrição : 19/03/2018
Idade : 32
Localização : JACOBINA

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Diana Santana em Sab Jun 30, 2018 12:53 pm

ElizalvaMeneses escreveu:todos os setores do saber e do poder deve ser individual pós devemos assumir essas autonomia que a modernidade nos levou a compreender que o futuro e muito determinante no presente,esta geração da internet da,  web  dava informações direcionada de uma para outra que era muito comum nas culturas de massas e com o aparecimento dos sites tipo face book, Amazon e web 2 os usuários produzem postagem e publicações em redes sociais como Facebook twitter,tumblr e Google + e Wikipedia e em redes de mídias como tuíter ,Flickr, e estragam e com a web 2 foi pocivil marca e etiqueta dos conteúdos dos usuários que abrem caminho par a próxima geração da web 3 que e a internet  inteligente as curtidas que rende milhões são mapeadas as que agrada e as que não, os próprios consumidores são os   indicadores da terceira face do consumo por um. processo de aprendizagem continua a etiquetagem a web 3 pretende antecipa o que o usuário gasta  ou detesta as suas necessidades e seus interesses de maneira  a oferecer conteúdos e mercadorias em tempo real . e esses  inteligencia já começa a fazer sentir em diferentes sites e redes sociais. os gêneros playlist e fanfictiom tem a sua produção de evolver a remixagem hibridação a essa composição tem a pesquisa e interpretação  de texto e uma combinação que existe por meio de recombinação e produção de texto em novos sentidos e uma nova forma para as disciplina do contexto escolar.os professores deve ter uma qualiragem nas norma culta para que os aluno possam iterai com diversos níveis culturais e também acompanhar essa evolução que e bastante vantajosa para o aprendizagem  dos alunos,o multiculturalismo  e presente na vida dos nossos alunos e devemos usar e respeita todas as cultura  e religiosidades no âmbito escolar.

Isso Elizalva. É perceptível, que nos dias atuais temos muita dificuldade com a norma culta, e por isso, é importante essa interação com o uso de artifícios que motivem os alunos a estarem e interagirem na aula, tomando gosto pela leitura, conhecendo outras culturas através dos livros, que podem estar em formatos digitais, uma vez que são mais atraentes aos leitores da nova geração.

Diana Santana

Mensagens : 9
Data de inscrição : 19/03/2018
Idade : 32
Localização : JACOBINA

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por IsabelCristina em Sab Jun 30, 2018 11:30 pm

Rojo e Barbosa  apresentam o conceito de hipermodernidade  procurando salientar não a superação, mas, a radicalização da modernidade . Surgiram novas formas de ser, de se comportar , discursar , de se relacionar , de se informar, de aprender. Novos tempos , novas tecnologias, novas linguagens . Na hipermodernidade os grandes projetos políticos não tem mais lugar. Os partidos politico , sindicatos e associações. formas de mobilização bastante influentes no seculo anterior, vêm perdendo sensivelmente a sua influencia de mobilização das pessoas. Nesse contexto da hipermodernidade , o perfixo se desloca, recoloca ou se instala em outro contextos , sendo eles, hipercomplexidade , hiperconsumismo e hiperindividualismo (  alem de hipertexto e hipermidia , dentre outros) .
A Web 1.0 a primeira geração da internet dava principalmente formação unidirecional (de um para muitos), como na cultura de massa.a Web 2.0, muda o  fluxo de comunicação e, em tese, acaba com a cisão produtores /leitores , possibilitando que  todos publicam na rede e exerçam simultaneamente os dois papeis, ,originando o que Rojo (2013) denomina lautor. Os usurários produzem conteúdos em postagens e publicações em redes sociais como o facebook, twitter, Tumbir, Google etc.  na medidas que as pessoas se familiarizam com a web 2.0, , foi possível a marcação e etiquetagem de conteúdos dos usuários que abriram caminho para  aproximação para a geração da internet web 3.0, dita como a internet "inteligente ".A web 3.0 pretende antecipar o que o usuário gosta ou detesta, suas necessidades e seus interesses de maneira a oferecer conteúdos e mercadorias e  em tempo real.
No âmbito escolar os professores de língua portuguesa com a intenção de incentivar  a pratica de leitura e as   prodições de textuais, para o  desenvolvimento  da escrita, e da linguagem oral,  adotaram  a uma  pratica pedagógica, a qual  inseriram  gêneros  textuais virtuais , os quais os alunos  podem interagir, dialogar  e compartilham produções textuais  com outros usuários ,em plataformas virtuais ,  tais como fanction, fanclip, fanzine, e-zine, playlist,comentada, enciclopédia colaborativa, revista digital. Essas inovações  virtuais , inseridas a pratica pedagógica das disciplinas de língua Portuguesa, nas escolas para a aprendizagem é de grande relevância que, os alunos evidenciem as experiencias  com os novos  letramentos  digitais  nos ambientes escolar.

IsabelCristina

Mensagens : 6
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Gêneros do discurso, multiletramentos e hipermodernidade.

Mensagem por Ivânia Mota em Dom Jul 01, 2018 5:28 pm

Hipermodernidade determina o momento atual da sociedade humana, em que surgem novas formas de ser, de se comportar, de discursar, de se relacionar, de se informar, de aprender,novos tempos, novas tecnologias, novos textos, novas linguagens. Hipermodernidade é marcada por uma cultura do excesso, do sempre mais. Todas as coisas se tornam intensas e urgentes.  A sociedade hipermoderna pode ser compreendida pela prioridade concedida ao tempo presente em detrimento dos sonhos voltados para o futuro, pela priorização dos particularismos e pela desconexão do sentido de dever com a coletividade. Há o desaparecimento dos grandes projetos políticos que mobilizavam a população e que davam sentido ao futuro.  Assim, a hipermodernidade se caracteriza pela ampliação da mercantilização indisciplinada dos seres e das coisas, conquista das técnicas em todos os domínios da essência, fragilização cada vez mais cavada dos sujeitos, perda crescente do censo comum e do bem público.
Web 1.0 primeira geração da Internet, principalmente dava informação unidirecional ( de um para muitos), como na cultura de massa.Web 2.0  Com o aparecimento de sites como Facebook, twitter, tumbir, instagram  a web tornou-se cada vez mais interativa, pois está associada as novas mídias de comunicação, possibilitando que todos publiquem na rede e exerçam simultaneamente os dois papéis, originando o que Rojo(2013) denomina lautor. Web 3.0 a dita internet "inteligente" que acontece por um processo de "aprendizagem" contínua por meio da etiquetagem, antecipa o que o usuário gosta ou detesta. As curtições rendem milhões, mapeiam o que agrada e quem são os consumidores em potencial; elas são um indicador importante da terceira fase do consumo.
É possível sim trabalhar na sala de aula na disciplina de língua portuguesa, com o multiletramento digital temos como exemplos: videoclipes, fanclips, fanfics etc . O multiletramento digital permite que o professor saia da estruturação monomodal( escrita ou fala; como também da veiculação através da voz ou do papel) para o modelo multimodal, no qual consiste simultaneamente há vários meios de comunicação, como hipertextos e utilização simultânea síncrona a assíncrona de cores, sons, formas e imagens em movimento,exemplos: animes, stop motion, remixes, mashups etc. Dentro desse contexto, todos[...] estão se deparando com a multimodalidade, que passa a ser traço constitutivo do discurso oral e escrito.(PACHECO,20090).
A escola pode atuar na promoção dos novos gêneros como playlist e fanfiction adequando-se as mudanças pelas quais o mundo está atrelado a essas hipermodernidade, em especial nas maneiras de participação e interação social e, consequentemente, nas formas de enunciar e nos textos.
É possível proporcionar aos alunos o contato com as  tecnologias digitais de informação e comunicação e as culturas em rede onde professores e alunos debaterão por meio de mídias didáticas e maneiras diferenciadas os saberes. Rojo(2013:19) considera que " O texto contemporâneo, multissemiótico ou multimodal, envolvendo diversas linguagens, mídias e tecnologias, coloca pois alguns desafios para a teoria de gêneros de discurso do Círculo. Desafios.Não impedimentos!
Rojo afirma que para o aprendizado ser estimulado, o aluno precisa se abrir ao conhecimento, onde os multiletramentos  e os diversos tipos de gêneros são um livro, onde merece destaque as qualidades didáticas do texto, de maneira clara e exemplificada para o aprofundamento dos estudos.
Acreditamos que com o pluriculturalismo presente na escola e com as culturas de rede, existe uma necessidade de se trabalhar em sala de aula com a cultura e a diversidade de linguagens que envolvem a importância dos multiletramentos. Nesse contexto e por meio de atividades que verdadeiramente preparem o aluno para as distintas práticas sociais, além de torná-lo mais crítico para uma atuação significativa no meio em que vive, estaremos favorecendo o aumento de um cidadão multiletrado nessa era hipermoderna.
avatar
Ivânia Mota

Mensagens : 7
Data de inscrição : 20/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Concordo com você Isabel, pois é através da organização por esfera de circulação dos discursos é que a escola tem a possibilidade de levar em conta as práticas de linguagem, contemplando assim os letramentos digitais da hipermodernidade.

Mensagem por Ivânia Mota em Dom Jul 01, 2018 6:04 pm

IsabelCristina escreveu:Rojo e Barbosa  apresentam o conceito de hipermodernidade  procurando salientar não a superação, mas, a radicalização da modernidade . Surgiram novas formas de ser, de se comportar , discursar , de se relacionar , de se informar, de aprender. Novos tempos , novas tecnologias, novas linguagens . Na hipermodernidade os grandes projetos políticos não tem mais lugar. Os partidos politico , sindicatos e associações. formas de mobilização bastante influentes no seculo anterior, vêm perdendo sensivelmente a sua influencia de mobilização das pessoas. Nesse contexto da hipermodernidade , o perfixo se desloca, recoloca ou se instala em outro contextos , sendo eles, hipercomplexidade , hiperconsumismo e hiperindividualismo (  alem de hipertexto e hipermidia , dentre outros) .
A Web 1.0 a primeira geração da internet dava principalmente formação unidirecional (de um para muitos), como na cultura de massa.a Web 2.0, muda o  fluxo de comunicação e, em tese, acaba com a cisão produtores /leitores , possibilitando que  todos publicam na rede e exerçam simultaneamente os dois papeis, ,originando o que Rojo (2013) denomina lautor. Os usurários produzem conteúdos em postagens e publicações em redes sociais como o facebook, twitter, Tumbir, Google etc.  na medidas que as pessoas se familiarizam com a web 2.0, , foi possível a marcação e etiquetagem de conteúdos dos usuários que abriram caminho para  aproximação para a geração da internet web 3.0, dita como a internet "inteligente ".A web 3.0 pretende antecipar o que o usuário gosta ou detesta, suas necessidades e seus interesses de maneira a oferecer conteúdos e mercadorias e  em tempo real.
No âmbito escolar os professores de língua portuguesa com a intenção de incentivar  a pratica de leitura e as   prodições de textuais, para o  desenvolvimento  da escrita, e da linguagem oral,  adotaram  a uma  pratica pedagógica, a qual  inseriram  gêneros  textuais virtuais , os quais os alunos  podem interagir, dialogar  e compartilham produções textuais  com outros usuários ,em plataformas virtuais ,  tais como fanction, fanclip, fanzine, e-zine, playlist,comentada, enciclopédia colaborativa, revista digital. Essas inovações  virtuais , inseridas a pratica pedagógica das disciplinas de língua Portuguesa,  nas escolas para a aprendizagem é de grande relevância que, os alunos evidenciem as experiencias  com os novos  letramentos  digitais  nos ambientes escolar.
avatar
Ivânia Mota

Mensagens : 7
Data de inscrição : 20/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Gêneros do discurso, multiletramento e hipermodernidade.

Mensagem por Priscilla Gomes Correia em Dom Jul 01, 2018 8:30 pm

As autoras apresentam que a Hipermodernidade é o termo usado para delimitar o momento atual da sociedade humana. Destacando que na hipermodernidade os grandes projetos coletivos não ocupam mais lugar diante da sociedade. E daí parte para outros contextos, como: hipercomplexidade, hiperconsumismo e hiperindividualismo. A web 1.0 é a internet como ela surgiu. Sites com pouca interatividade dos internautas, onde a informação era unidirecional (de um para muitos). Na web 2.0 se tornou mais participativa, foi a revolução dos blogs e chats, das mídias sociais colaborativas, das redes sociais e do conteúdo produzido pelos próprios internautas. Assim, a internet se popularizou em todo o mundo, e começou a abranger muito mais ter sucesso no mercado. Por meio do YouTube, Facebook, Flick, Picasa, Wikipédia, e muitas outras redes sociais, todos passaram a ter voz e essa voz passou a ser escutada e respeitada fielmente. Já na web 3.0, a denominação de participativo , traz uma nova ideia de se produzir noticias e um novo jeito de se comunicar com o outro. A web 3.0 traz para si, os múltiplos sistemas de mídias, nesse cenário as pessoas estão e estarão conectadas 24 horas por dia nos 7 dias da semana, por meio dos celulares, smartphones, SmartTV’s, iPod’s,  tablets, carros, videogames que são verdadeiras centrais de diversão , estabelecendo novas conexões. Possíveis práticas da web que podemos trabalhar em sala de aula é o uso de blogs, chat ... e a fanfiction que  são histórias ficcionais que podem ser baseadas em diversos personagens e enredos que pertencem aos produtos midiáticos, como filmes, séries, HQ’s, videogames, mangás, animes, grupos musicais, celebridades e etc, pois a  falta do hábito de leitura, é o que prejudica os alunos no momento da compreensão dos textos. Para tentar solucionar essa questão, é importante apresentar vários gêneros, explicar cada um e provocar a interpretação para que a turma possa entender melhor o que está escrito. As fanfics apresentam grande acervo de obras e diferentes categorias, onde então podem estar subdividas em títulos, obras, músicas, livros e vários outros que facilite a identificação de determinado grupo. A escola pode atuar, realizando a divulgação e estimulando o uso  dessas ferramentas para uma melhor aprendizagem.  São experiências que marcam a vida do aluno, pois ele pode vivenciar novos modos de estudos, saindo da rotina de lápis, papel e livro didático. O pluriculturalismo é a definição da existência de múltiplas culturas em um determinado local, nesse caso, no ambiente escolar.  A cultura de rede deriva dos processos em rede, mas agora se vê maior graças aos processos digitais que ampliam e transformam as redes, que favorecem novas formas de pensar, sentir e conhecer, de adaptar-nos para poder atuar entre nós. Hoje em dia as ferramentas digitais facilitam a interação em tempo real entre as pessoas e em consequência potenciam o estabelecimento das conexões necessárias para gerar inovação nos processos culturais.
avatar
Priscilla Gomes Correia

Mensagens : 10
Data de inscrição : 19/03/2018
Idade : 31

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Priscilla Gomes Correia em Seg Jul 02, 2018 12:46 am

Luciano Xavier escreveu:Que o mundo mudou significativamente, isso é evidente; e os avanços tecnológicos marcam de modo emblemático essas mudanças. A correria do cotidiano nessa modernidade tecnológica assinala para um descompasso nas relações sociais. Tendo em vista esses fatores, há de se contatar que a tecnologia não trouxe somente regalias à humanidade, como também gerou inúmeras desigualdades no que diz respeito à distribuição por igual dos recursos à sobrevivência humana. Esses, dentre outros fatores, configuram o que Charles (apud Rojo 2015) chama de hipermodernidade.
      Esse conceito não aponta para uma noção de uma modernidade melhor – como seria o caso do conceito da pós-modernidade –, mas para uma exacerbação dessa modernidade, no sentido de que tudo está muito intenso e, ao mesmo, tempo desarticulado nas relações sociais, políticas e culturais. A modernidade, hoje, segundo essa conceituação, passa por um momento em que tudo é exagerado; desde o hiperconsumismo ao hiperindividualismo, enfim, a era do “hiper” que marca o cotidiano da humanidade moderna, ou hipermoderna.
      Esse conceito de hipermodernidade se aproxima do que Baumam (2011) vai chamar de “modernidade líquida”, que seria essa modernidade em que tudo está muito fluido e dissolvível. A liquidez da vida pós-moderna instaura vários fatores problemáticos, dentre os que já foi citado acima, algo que é muito recorrente, a crise da identidade. O ser humano, já não se reconhece como esse algo estático e pré-construído, mas como algo problemático que modifica a si a todo instante. Hall (2014) também assinala para essa mudança identitária e conceitua como esse sujeito identitário pós-moderno. Assim, visando essas problemáticas da pós-modernidade, a hipermodernidade não se insere como algo que é mais evoluída, mas como algo problemático nas relações coletivas, ante aos novos métodos de vida da humanidade frente as mudanças sociais e tecnológicas.
      Nessa perspectiva tecnológica, Rojo (2015) traz as noções de Web 1.0, Web 2.0 e Web 3.0. A primeira se refere ao período de início da internet, em que o que era subjetivo começou a se tornar uma rede de relações das massas. Na segunda, é marcado o surgimento dos sites e das redes sociais, que indicam não somente uma simples rede de relações, mas para uma produção extensivas de conteúdos e publicações virtuais. Assim, o usuário de se limita ao papel de mero leitor como também passa a ser produtor dessas matérias digitais. A veiculação de informações também é o que marca essa noção, seja a disseminação de notícias de modo coletivo ou individual, que se insere como um jornalismo de rede, em que todos podem propagar essas informações. A Web 3.0 expande a noção trazida pela Web 2.0. Nessa concepção, o campo digital virtual não só mais multiplica postagens e notícias, como se torna também uma espécie de comércio/indústria digital. Curtidas em redes sociais, postagens, vendas pela internet geram muito dinheiro para esses comerciantes, como é o caso dos “digital influencers”, blogueiros e vendedores, que ganham milhões repassando conteúdo, entretendo público, divulgando marcas, e vendendo produtos.
      Percebe-se, assim, os impactos positivos e negativos gerados pela tecnologia na vida da sociedade, e esses resultados respaldam também no âmbito escolar, espaço de construção e desenvolvimento de saber, bem como das relações individuais e coletivas do alunado. Portanto, a escola deve ser pensada, tendo em vista essas transformações, e, no caso as aulas, os professores devem estar antenados em como essas mudanças na escala social podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem desses alunos.
      No que tange às aulas de Língua Portuguesa, os professores podem trabalhar tanto com os gêneros textuais e seus novos suportes, como desenvolver as potencialidades dos alunos na leitura e escrita através da produção de textos no espaço virtual, bem como a publicização desses. Várias plataformas virtuais se inserem nessas características de produção e publicização. Conteúdos de Literatura, por exemplo, hoje, não mais se restringem às páginas do livro impresso. Os chamados ciberespaços possibilitam que os textos, nas suas multimodalidades transitem pelas timelines dos internautas e que o conhecimento se insira ainda mais no caráter de rede como ele realmente o é.
      As fanfics/fanfictions, playlists, etc., são ótimos exemplos para se trabalhar nas aulas de Língua Portuguesa, uma vez que essas não só possibilitam a aproximação dos estudantes com a tecnologia, como propicia momentos reais de aprendizagem. Na fanfic/fanfiction, o professor pode trabalhar os conteúdos de literatura, de modo que desenvolta a criticidade e a potencialidade da escrita do aluno, assim como também pode ser solicitado que essa fanfic/fanfiction seja produzida em grupo proporcionando experiências com a escrita colaborativa para o alunado. Com as playlists, o professor pode contribuir para que o aluno desenvolva sua metodologia de organização e construção das ideias, uma vez que, para se fazer uma playlist, é necessário ter em mente os critérios de organização: ritmo, público a quem se destina, letra; e nesse último, o professor também pode trabalhar com a interpretação das letras das canções escolhidas para as playlists, para saber se as temáticas dialogam, do que falam essas músicas, enfim, desenvolver a criticidade do aluno. Para além de propiciar espaços de interação entre os produtores das playlists e o público ouvinte/seguidor.
      Deste modo, nós, professores dessa geração – assim como os que acompanharam toda essa evolução social e tecnológica – temos que considerar as vantagens que esses novos dispositivos de informação e comunicação podem contribuir para a aprendizagem do aluno. E considerando o pluriculturalismo presente em sala de aula, a atenção deve ser redobrada de modo que contemple as múltiplas culturas presentes em sala de aula, pois vivemos numa era em que as identidades estão mais diversas, visto que novas identidades culturais surgem constantemente nessa nos pós-modernidade.
      Moreira e Candau (2008, p. 25), assinala para essa presença multi ou pluricultural em sala de aula:
“Essa realidade, que marca o mundo de hoje, provoca significativos efeitos (positivos e negativos) e se evidenciam em todos os espaços sociais, decorrentes de diferenças relativas a raça, etnia, gênero, sexualidade, cultura, religião, classe social, idade, deficiências ou outras marcas que diferenciam indivíduos e grupos sociais”.
      Assim ao reconhecer toda essa diversidade em sala – que, por sinal, não se trata de uma tarefa fácil –, o professor pode fazer d sua prática pedagógica um espaço que contemple o contexto sociocultural em que vive os alunos, bem como as suas diversidades inerentes à sua formação identitária.

Muito bom o seu posicionamento, principalmente quando você fala da aproximação dos estudantes com a tecnologia, porque nos dias atuais, vivemos em um mundo totalmente tecnológico, e a escola não pode aceitar "viver" longe desse ambiente. Quando se usa essas ferramentas tecnológicas, para a educação, o aluno se encaixa em um ambiente perfeito, onde ele vai explorar ambientes que lhe envolvem e a aprendizagem que lhes é necessária.
avatar
Priscilla Gomes Correia

Mensagens : 10
Data de inscrição : 19/03/2018
Idade : 31

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Priscilla Gomes Correia em Seg Jul 02, 2018 12:54 am

Diana Santana escreveu:
No livro Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos, as autoras Roxane Rojo e Jacqueline Barbosa relatam a respeito dos benefícios das tecnologias em sala de aula e na sociedade de modo geral, e o quanto essas tecnologias contribuíram para as mudanças significativas que ocorreram no mundo. Rojo (2015), no entanto ressalta os pontos negativos que essas mudanças proporcionaram a humanidade. Elas afirmam que junto às novas tecnologias, surgiram também “novas formas de ser, de se comportar [...], de aprender”.
Segundo Lipovetsky e Charles (apud Rojo 2015), o termo hipermodernidade não está atrelado ao conceito de pós-modernidade, mas de certo descontrole da humanidade perante as novas tecnologias, e enfatiza que se trata de “radicalização da modernidade”. Uma sociedade desigual, a qual ainda se espera por justiça e democracia, os projetos coletivos perderam lugar, as grandes ideologias já não são autenticas, dando lugar aparente a iniciativas isoladas que parecem não ter força para enfrentar desafios gigantescos.
O termo hipermodernidade está ligado a outros contextos como a hipercomplexidade, ao hiperconsumismo, ao hiperindividualismo, hipertexto, hipermídia, entre outros, todos com o prefixo “hiper”, que significa muito, além de,  exagerado. Ou seja, o termo hipermodernidade, está relacionado a uma modernidade exagerada, que ultrapassou, que está além de ser modernidade. Isto é, não se trata de uma modernidade melhor, mas de uma era onde tudo está se transformando em “hiper”, em exageros.
A web 1.0, primeira geração de internet, era considerada unidirecional, diz Rojo (apud Rojo 2015), onde as informações partiam de um para muitos. Na Web 2.0, as autoras caracterizam os usuários como lautor, onde era possível que estes se tornassem produtores e leitores ao mesmo tempo através das redes sociais como facebook, twiter, entre outros. E, finalmente a Web 3.0, considerada a internet “inteligente”, usada não apenas para veicular notícias, mas também como meio de comercio, com fins lucrativos, utilizada por todos, e principalmente aqueles profissionais denominados hoje por blogueiros, youtubers e empresários que utilizam a internet como meio de divulgar seus produtos.
No âmbito escolar, a gama de professores que utilizam esses métodos para suas aulas ainda é muito pouca, comparadas ao que se vê fora da escola. No contexto familiar, social, os jovens, adolescentes e até a terceira idade já estão na era digital, enquanto no ambiente acadêmico, são raras as escolas preparadas para uma aula interativa com o uso da Tic’s. E quando a escola dispõe desse espaço, encontra-se outra dificuldade, que é a falta de preparação dos profissionais da educação, que não dispõem de Capacitação pessoal na área, e não aproveitam a série de oportunidades interativas que as tecnologias proporcionam para aulas mais dinâmicas e atraentes.
Cabe a esta nova geração de profissionais da educação, investir e continuar evoluindo no quesito tecnologias para por em prática o aprendizado tecnológico, pois enormes são as possibilidades de atrelar uma aula de Língua portuguesa, por exemplo, através do uso de ferramentas digitais, como as Fanfics, google sala de aula, forumeiros, dentre outros, além daqueles usuais que já são conhecidos por muitos, como o facebook, blogs, whatsaap, etc.
Isso não quer dizer que fazendo dessa forma, tudo será mais fácil, e nós professores não teremos desafios. Ao contrário, todo trabalho produtivo é trabalhoso, haverá sempre percalços, mas a maneira como irá transpor essas dificuldades é o diferencial que cada profissional poderá se destacar ao conseguir superá-las.

Quando as autoras tratam dessas "novas formas", percebemos que com os avanços tecnológicos, podemos ter um campo vasto para uma nova aprendizagem. Pois o aluno torna-se um pesquisador daquilo que ele deseja aprender. A internet é um grande avanço para a educação, com ela chegamos mais próximo de tudo que um dia achamos que era distante, e o professor não pode deixar de participar desse melhor desenvolvimento do aluno, por muitas vezes achar que o melhor é proibir o aluno de usar essa ferramentas durante a aula.
avatar
Priscilla Gomes Correia

Mensagens : 10
Data de inscrição : 19/03/2018
Idade : 31

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Carla Gislene Oliveira em Seg Jul 02, 2018 2:43 pm

Diana Santana escreveu:
No livro Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos, as autoras Roxane Rojo e Jacqueline Barbosa relatam a respeito dos benefícios das tecnologias em sala de aula e na sociedade de modo geral, e o quanto essas tecnologias contribuíram para as mudanças significativas que ocorreram no mundo. Rojo (2015), no entanto ressalta os pontos negativos que essas mudanças proporcionaram a humanidade. Elas afirmam que junto às novas tecnologias, surgiram também “novas formas de ser, de se comportar [...], de aprender”.
Segundo Lipovetsky e Charles (apud Rojo 2015), o termo hipermodernidade não está atrelado ao conceito de pós-modernidade, mas de certo descontrole da humanidade perante as novas tecnologias, e enfatiza que se trata de “radicalização da modernidade”. Uma sociedade desigual, a qual ainda se espera por justiça e democracia, os projetos coletivos perderam lugar, as grandes ideologias já não são autenticas, dando lugar aparente a iniciativas isoladas que parecem não ter força para enfrentar desafios gigantescos.
O termo hipermodernidade está ligado a outros contextos como a hipercomplexidade, ao hiperconsumismo, ao hiperindividualismo, hipertexto, hipermídia, entre outros, todos com o prefixo “hiper”, que significa muito, além de,  exagerado. Ou seja, o termo hipermodernidade, está relacionado a uma modernidade exagerada, que ultrapassou, que está além de ser modernidade. Isto é, não se trata de uma modernidade melhor, mas de uma era onde tudo está se transformando em “hiper”, em exageros.
A web 1.0, primeira geração de internet, era considerada unidirecional, diz Rojo (apud Rojo 2015), onde as informações partiam de um para muitos. Na Web 2.0, as autoras caracterizam os usuários como lautor, onde era possível que estes se tornassem produtores e leitores ao mesmo tempo através das redes sociais como facebook, twiter, entre outros. E, finalmente a Web 3.0, considerada a internet “inteligente”, usada não apenas para veicular notícias, mas também como meio de comercio, com fins lucrativos, utilizada por todos, e principalmente aqueles profissionais denominados hoje por blogueiros, youtubers e empresários que utilizam a internet como meio de divulgar seus produtos.
No âmbito escolar, a gama de professores que utilizam esses métodos para suas aulas ainda é muito pouca, comparadas ao que se vê fora da escola. No contexto familiar, social, os jovens, adolescentes e até a terceira idade já estão na era digital, enquanto no ambiente acadêmico, são raras as escolas preparadas para uma aula interativa com o uso da Tic’s. E quando a escola dispõe desse espaço, encontra-se outra dificuldade, que é a falta de preparação dos profissionais da educação, que não dispõem de Capacitação pessoal na área, e não aproveitam a série de oportunidades interativas que as tecnologias proporcionam para aulas mais dinâmicas e atraentes.
Cabe a esta nova geração de profissionais da educação, investir e continuar evoluindo no quesito tecnologias para por em prática o aprendizado tecnológico, pois enormes são as possibilidades de atrelar uma aula de Língua portuguesa, por exemplo, através do uso de ferramentas digitais, como as Fanfics, google sala de aula, forumeiros, dentre outros, além daqueles usuais que já são conhecidos por muitos, como o facebook, blogs, whatsaap, etc.
Isso não quer dizer que fazendo dessa forma, tudo será mais fácil, e nós professores não teremos desafios. Ao contrário, todo trabalho produtivo é trabalhoso, haverá sempre percalços, mas a maneira como irá transpor essas dificuldades é o diferencial que cada profissional poderá se destacar ao conseguir superá-las.

De fato Diana, as aulas com o uso das tecnologias podem ser mais atraentes, já que muitos alunos vivem nesse contexto digital, no entanto, ressaltando sua fala , existe uma grande dificuldade para que essa prática se torne comum, seja pelos impasses encontrados nas escolas, seja pelo despreparo de muitos profissionais.Persistir em superar essas dificuldades, com certeza sera o diferencial para cada profissional.

Carla Gislene Oliveira

Mensagens : 10
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Carla Gislene Oliveira em Seg Jul 02, 2018 2:57 pm

IsabelCristina escreveu:Rojo e Barbosa  apresentam o conceito de hipermodernidade  procurando salientar não a superação, mas, a radicalização da modernidade . Surgiram novas formas de ser, de se comportar , discursar , de se relacionar , de se informar, de aprender. Novos tempos , novas tecnologias, novas linguagens . Na hipermodernidade os grandes projetos políticos não tem mais lugar. Os partidos politico , sindicatos e associações. formas de mobilização bastante influentes no seculo anterior, vêm perdendo sensivelmente a sua influencia de mobilização das pessoas. Nesse contexto da hipermodernidade , o perfixo se desloca, recoloca ou se instala em outro contextos , sendo eles, hipercomplexidade , hiperconsumismo e hiperindividualismo (  alem de hipertexto e hipermidia , dentre outros) .
A Web 1.0 a primeira geração da internet dava principalmente formação unidirecional (de um para muitos), como na cultura de massa.a Web 2.0, muda o  fluxo de comunicação e, em tese, acaba com a cisão produtores /leitores , possibilitando que  todos publicam na rede e exerçam simultaneamente os dois papeis, ,originando o que Rojo (2013) denomina lautor. Os usurários produzem conteúdos em postagens e publicações em redes sociais como o facebook, twitter, Tumbir, Google etc.  na medidas que as pessoas se familiarizam com a web 2.0, , foi possível a marcação e etiquetagem de conteúdos dos usuários que abriram caminho para  aproximação para a geração da internet web 3.0, dita como a internet "inteligente ".A web 3.0 pretende antecipar o que o usuário gosta ou detesta, suas necessidades e seus interesses de maneira a oferecer conteúdos e mercadorias e  em tempo real.
No âmbito escolar os professores de língua portuguesa com a intenção de incentivar  a pratica de leitura e as   prodições de textuais, para o  desenvolvimento  da escrita, e da linguagem oral,  adotaram  a uma  pratica pedagógica, a qual  inseriram  gêneros  textuais virtuais , os quais os alunos  podem interagir, dialogar  e compartilham produções textuais  com outros usuários ,em plataformas virtuais ,  tais como fanction, fanclip, fanzine, e-zine, playlist,comentada, enciclopédia colaborativa, revista digital. Essas inovações  virtuais , inseridas a pratica pedagógica das disciplinas de língua Portuguesa,  nas escolas para a aprendizagem é de grande relevância que, os alunos evidenciem as experiencias  com os novos  letramentos  digitais  nos ambientes escolar.

Verdade Isabel, as inovações virtuais, se inseridas na pratica pedagógica é de grande relevância, porque os alunos se sentem mais interessados e atraídos pelos recursos tecnológicos, muitos lidam muito bem com os jogos eletrônicos, páginas eletrônicas, enciclopédias digitais.

Carla Gislene Oliveira

Mensagens : 10
Data de inscrição : 19/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

GÊNERO DO DISCURSO, MULTILETRAMENTOS E HIPERMODERNISMO

Mensagem por Jucicleia Xavier dos sant em Seg Jul 02, 2018 4:57 pm

Partindo da compreensão dos autores estudados no texto “ Gênero do Discurso Multiletramento e Hipermodernidade, eles assumem um posicionamento crítico-reflexivo sobre as contribuições legadas por Bakhtin e seu círculo, visando comprovar empiricamente sua validade em explicar os fenômenos linguísticos/ de linguagem da contemporaneidade.
Esses estudos visa discutir, as mais diversas transformações nas linguagens, comunicação, mídias e nas hipermídias, necessidades e possibilidades de mudanças em práticas alfabetizadoras de ensino na escola, estudos voltados para o crescimentos e desenvolvimento pertencente aos meios tecnológicos.
aWeb 1.0 . É um tipo de internet estática, com pouquíssima interatividade, porém já permite que as pessoas trocarem informações como e-mail´s, também possibilita fazer alguns tipos de buscas de informações online.
Web 2.0 Aqui já houve um grande avanço, uma plataforma mais dinâmica e com várias interações sociais na internet. Surgiram os blogs, no qual passou ter um grande número de diálogos, lá a pessoa pode expor seu pensamento e interagir virtualmente.
A web 2.0 veio para mudar o dia-a-dia das pessoas, aqui já começaram a construírem negócios, algumas empresas deram início a prestarem atendimentos online, no intuito de conseguir obter novos consumidores de forma mais rápido.
Web 3.0 Nesta Web, pode ser considerado com a terceira geração da internet ‘’ momento atual” a velocidade nas emissões de informações, entre outros meios de comunicação tais como: celulares e TVs. Atualmente, considerada a web mais desenvolvida de todas.
Uso da Web é de suma importância, tanto para alunos quanto aos professores, uma vez que, serve para ampliar os olhares de ambos.
Antigamente os professores tinham informações estagnadas, hoje com o uso das tecnologia professores e alunos estão cada vez mais desenvolvendo pesquisas onilne, com isso suas ideias passarem a serem paralelas, ou sejam alunos e professores tem as mesmas oportunidades de buscas de informações.
Os dois gêneros são interessantes, cabe aos alunos estudarem os textos originais, usando suas criatividades para que venha desempenhar um excelente trabalho, e que o corpo escolar possa orientar seus alunos quanto as formações das atividades, orientar e incentivar a participação de cada aluno nos espaços criativos e tecnológicos.
É importante que todos saibam a importância das línguas e tecnologias dos conhecimentos gerais, geração de intervenção crítica, e mantenha uma atualização em seus conhecimentos.
Deve ser considerada o uso da linguagem universal, ou seja vai ser trabalhado várias linguagens, e, já que se trata de uma pluricultural estudam conjuntos de linguagem diferentes em um só espaço, essa linguagem pode estar relacionada às tecnológicas, são tantas e não conseguimos dar conta de todas ao mesmo tempo.

Jucicleia Xavier dos sant

Mensagens : 9
Data de inscrição : 28/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Jucicleia Xavier dos sant em Seg Jul 02, 2018 5:05 pm

Luciano Xavier escreveu:Que o mundo mudou significativamente, isso é evidente; e os avanços tecnológicos marcam de modo emblemático essas mudanças. A correria do cotidiano nessa modernidade tecnológica assinala para um descompasso nas relações sociais. Tendo em vista esses fatores, há de se contatar que a tecnologia não trouxe somente regalias à humanidade, como também gerou inúmeras desigualdades no que diz respeito à distribuição por igual dos recursos à sobrevivência humana. Esses, dentre outros fatores, configuram o que Charles (apud Rojo 2015) chama de hipermodernidade.
      Esse conceito não aponta para uma noção de uma modernidade melhor – como seria o caso do conceito da pós-modernidade –, mas para uma exacerbação dessa modernidade, no sentido de que tudo está muito intenso e, ao mesmo, tempo desarticulado nas relações sociais, políticas e culturais. A modernidade, hoje, segundo essa conceituação, passa por um momento em que tudo é exagerado; desde o hiperconsumismo ao hiperindividualismo, enfim, a era do “hiper” que marca o cotidiano da humanidade moderna, ou hipermoderna.
      Esse conceito de hipermodernidade se aproxima do que Baumam (2011) vai chamar de “modernidade líquida”, que seria essa modernidade em que tudo está muito fluido e dissolvível. A liquidez da vida pós-moderna instaura vários fatores problemáticos, dentre os que já foi citado acima, algo que é muito recorrente, a crise da identidade. O ser humano, já não se reconhece como esse algo estático e pré-construído, mas como algo problemático que modifica a si a todo instante. Hall (2014) também assinala para essa mudança identitária e conceitua como esse sujeito identitário pós-moderno. Assim, visando essas problemáticas da pós-modernidade, a hipermodernidade não se insere como algo que é mais evoluída, mas como algo problemático nas relações coletivas, ante aos novos métodos de vida da humanidade frente as mudanças sociais e tecnológicas.
      Nessa perspectiva tecnológica, Rojo (2015) traz as noções de Web 1.0, Web 2.0 e Web 3.0. A primeira se refere ao período de início da internet, em que o que era subjetivo começou a se tornar uma rede de relações das massas. Na segunda, é marcado o surgimento dos sites e das redes sociais, que indicam não somente uma simples rede de relações, mas para uma produção extensivas de conteúdos e publicações virtuais. Assim, o usuário de se limita ao papel de mero leitor como também passa a ser produtor dessas matérias digitais. A veiculação de informações também é o que marca essa noção, seja a disseminação de notícias de modo coletivo ou individual, que se insere como um jornalismo de rede, em que todos podem propagar essas informações. A Web 3.0 expande a noção trazida pela Web 2.0. Nessa concepção, o campo digital virtual não só mais multiplica postagens e notícias, como se torna também uma espécie de comércio/indústria digital. Curtidas em redes sociais, postagens, vendas pela internet geram muito dinheiro para esses comerciantes, como é o caso dos “digital influencers”, blogueiros e vendedores, que ganham milhões repassando conteúdo, entretendo público, divulgando marcas, e vendendo produtos.
      Percebe-se, assim, os impactos positivos e negativos gerados pela tecnologia na vida da sociedade, e esses resultados respaldam também no âmbito escolar, espaço de construção e desenvolvimento de saber, bem como das relações individuais e coletivas do alunado. Portanto, a escola deve ser pensada, tendo em vista essas transformações, e, no caso as aulas, os professores devem estar antenados em como essas mudanças na escala social podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem desses alunos.
      No que tange às aulas de Língua Portuguesa, os professores podem trabalhar tanto com os gêneros textuais e seus novos suportes, como desenvolver as potencialidades dos alunos na leitura e escrita através da produção de textos no espaço virtual, bem como a publicização desses. Várias plataformas virtuais se inserem nessas características de produção e publicização. Conteúdos de Literatura, por exemplo, hoje, não mais se restringem às páginas do livro impresso. Os chamados ciberespaços possibilitam que os textos, nas suas multimodalidades transitem pelas timelines dos internautas e que o conhecimento se insira ainda mais no caráter de rede como ele realmente o é.
      As fanfics/fanfictions, playlists, etc., são ótimos exemplos para se trabalhar nas aulas de Língua Portuguesa, uma vez que essas não só possibilitam a aproximação dos estudantes com a tecnologia, como propicia momentos reais de aprendizagem. Na fanfic/fanfiction, o professor pode trabalhar os conteúdos de literatura, de modo que desenvolta a criticidade e a potencialidade da escrita do aluno, assim como também pode ser solicitado que essa fanfic/fanfiction seja produzida em grupo proporcionando experiências com a escrita colaborativa para o alunado. Com as playlists, o professor pode contribuir para que o aluno desenvolva sua metodologia de organização e construção das ideias, uma vez que, para se fazer uma playlist, é necessário ter em mente os critérios de organização: ritmo, público a quem se destina, letra; e nesse último, o professor também pode trabalhar com a interpretação das letras das canções escolhidas para as playlists, para saber se as temáticas dialogam, do que falam essas músicas, enfim, desenvolver a criticidade do aluno. Para além de propiciar espaços de interação entre os produtores das playlists e o público ouvinte/seguidor.
      Deste modo, nós, professores dessa geração – assim como os que acompanharam toda essa evolução social e tecnológica – temos que considerar as vantagens que esses novos dispositivos de informação e comunicação podem contribuir para a aprendizagem do aluno. E considerando o pluriculturalismo presente em sala de aula, a atenção deve ser redobrada de modo que contemple as múltiplas culturas presentes em sala de aula, pois vivemos numa era em que as identidades estão mais diversas, visto que novas identidades culturais surgem constantemente nessa nos pós-modernidade.
      Moreira e Candau (2008, p. 25), assinala para essa presença multi ou pluricultural em sala de aula:
“Essa realidade, que marca o mundo de hoje, provoca significativos efeitos (positivos e negativos) e se evidenciam em todos os espaços sociais, decorrentes de diferenças relativas a raça, etnia, gênero, sexualidade, cultura, religião, classe social, idade, deficiências ou outras marcas que diferenciam indivíduos e grupos sociais”.
      Assim ao reconhecer toda essa diversidade em sala – que, por sinal, não se trata de uma tarefa fácil –, o professor pode fazer d sua prática pedagógica um espaço que contemple o contexto sociocultural em que vive os alunos, bem como as suas diversidades inerentes à sua formação identitária.
concordo Luciano, esses tipos de trabalhos estimula aos alunos ampliarem as leituras e letras de musicas, também amplia o desenvolvimento coletivo, considerado importantíssimo para um crescimento mutuo em sala de aula.

Jucicleia Xavier dos sant

Mensagens : 9
Data de inscrição : 28/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Jucicleia Xavier dos sant em Seg Jul 02, 2018 5:13 pm

Ivânia Mota escreveu:Hipermodernidade determina o momento atual da sociedade humana, em que surgem novas formas de ser, de se comportar, de discursar, de se relacionar, de se informar, de aprender,novos tempos, novas tecnologias, novos textos, novas linguagens. Hipermodernidade é marcada por uma cultura do excesso, do sempre mais. Todas as coisas se tornam intensas e urgentes.  A sociedade hipermoderna pode ser compreendida pela prioridade concedida ao tempo presente em detrimento dos sonhos voltados para o futuro, pela priorização dos particularismos e pela desconexão do sentido de dever com a coletividade. Há o desaparecimento dos grandes projetos políticos que mobilizavam a população e que davam sentido ao futuro.  Assim, a hipermodernidade se caracteriza pela ampliação da mercantilização indisciplinada dos seres e das coisas, conquista das técnicas em todos os domínios da essência, fragilização cada vez mais cavada dos sujeitos, perda crescente do censo comum e do bem público.
Web 1.0 primeira geração da Internet, principalmente dava informação unidirecional ( de um para muitos), como na cultura de massa.Web 2.0  Com o aparecimento de sites como Facebook, twitter, tumbir, instagram  a web tornou-se cada vez mais interativa, pois está associada as novas mídias de comunicação, possibilitando que todos publiquem na rede e exerçam simultaneamente os dois papéis, originando o que Rojo(2013) denomina lautor. Web 3.0 a dita internet "inteligente" que acontece por um processo de "aprendizagem" contínua por meio da etiquetagem, antecipa o que o usuário gosta ou detesta. As curtições rendem milhões, mapeiam o que agrada e quem são os consumidores em potencial; elas são um indicador importante da terceira fase do consumo.
É possível sim trabalhar na sala de aula na disciplina de língua portuguesa, com o multiletramento digital temos como exemplos: videoclipes, fanclips, fanfics etc . O multiletramento digital permite que o professor saia da estruturação monomodal( escrita ou fala; como também da veiculação através da voz ou do papel) para o modelo multimodal, no qual consiste simultaneamente há vários meios de comunicação, como hipertextos e utilização simultânea síncrona a assíncrona de cores, sons, formas e imagens em movimento,exemplos: animes, stop motion, remixes, mashups etc. Dentro desse contexto, todos[...] estão se deparando com a multimodalidade, que passa a ser traço constitutivo do discurso oral e escrito.(PACHECO,20090).
A escola pode atuar na promoção dos novos gêneros como playlist e fanfiction adequando-se as mudanças pelas quais o mundo está atrelado a essas hipermodernidade, em especial nas maneiras de participação e interação social e, consequentemente, nas formas de enunciar e nos textos.
É possível proporcionar aos alunos o contato com as  tecnologias digitais de informação e comunicação e as culturas em rede onde professores e alunos debaterão por meio de mídias didáticas e maneiras diferenciadas os saberes. Rojo(2013:19) considera que " O texto contemporâneo, multissemiótico ou multimodal, envolvendo diversas linguagens, mídias e tecnologias, coloca pois alguns desafios para a teoria de gêneros de discurso do Círculo. Desafios.Não impedimentos!
Rojo afirma que para o aprendizado ser estimulado, o aluno precisa se abrir ao conhecimento, onde os multiletramentos  e os diversos tipos de gêneros são um livro, onde merece destaque as qualidades didáticas do texto, de maneira clara e exemplificada para o aprofundamento dos estudos.
Acreditamos que com o pluriculturalismo presente na escola e com as culturas de rede, existe uma necessidade de se trabalhar em sala de aula com a cultura e a diversidade de linguagens que envolvem a importância dos multiletramentos. Nesse contexto e por meio de atividades que verdadeiramente preparem o aluno para as distintas práticas sociais, além de torná-lo mais crítico para uma atuação significativa no meio em que vive, estaremos favorecendo o aumento de um cidadão multiletrado nessa era hipermoderna.
Gostei muito de sua colocação, Ivânia, essa nova modalidade de estudo amplia os conhecimentos dos alunos, inserindo meios tecnológicos, também para os professores que sairem da pratica apenas de escritas, trabalhar Fanfics e playlist, levará os alunos a ter um contato mais amplo com leituras de livro/letras de musicas, produções de videos, e tudo isso torna relevante para o ensino da disciplina de Língua Portuguesa.


Última edição por Jucicleia Xavier dos sant em Seg Jul 02, 2018 5:29 pm, editado 1 vez(es)

Jucicleia Xavier dos sant

Mensagens : 9
Data de inscrição : 28/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Jucicleia Xavier dos sant em Seg Jul 02, 2018 5:21 pm

Diana Santana escreveu:
No livro Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos, as autoras Roxane Rojo e Jacqueline Barbosa relatam a respeito dos benefícios das tecnologias em sala de aula e na sociedade de modo geral, e o quanto essas tecnologias contribuíram para as mudanças significativas que ocorreram no mundo. Rojo (2015), no entanto ressalta os pontos negativos que essas mudanças proporcionaram a humanidade. Elas afirmam que junto às novas tecnologias, surgiram também “novas formas de ser, de se comportar [...], de aprender”.
Segundo Lipovetsky e Charles (apud Rojo 2015), o termo hipermodernidade não está atrelado ao conceito de pós-modernidade, mas de certo descontrole da humanidade perante as novas tecnologias, e enfatiza que se trata de “radicalização da modernidade”. Uma sociedade desigual, a qual ainda se espera por justiça e democracia, os projetos coletivos perderam lugar, as grandes ideologias já não são autenticas, dando lugar aparente a iniciativas isoladas que parecem não ter força para enfrentar desafios gigantescos.
O termo hipermodernidade está ligado a outros contextos como a hipercomplexidade, ao hiperconsumismo, ao hiperindividualismo, hipertexto, hipermídia, entre outros, todos com o prefixo “hiper”, que significa muito, além de,  exagerado. Ou seja, o termo hipermodernidade, está relacionado a uma modernidade exagerada, que ultrapassou, que está além de ser modernidade. Isto é, não se trata de uma modernidade melhor, mas de uma era onde tudo está se transformando em “hiper”, em exageros.
A web 1.0, primeira geração de internet, era considerada unidirecional, diz Rojo (apud Rojo 2015), onde as informações partiam de um para muitos. Na Web 2.0, as autoras caracterizam os usuários como lautor, onde era possível que estes se tornassem produtores e leitores ao mesmo tempo através das redes sociais como facebook, twiter, entre outros. E, finalmente a Web 3.0, considerada a internet “inteligente”, usada não apenas para veicular notícias, mas também como meio de comercio, com fins lucrativos, utilizada por todos, e principalmente aqueles profissionais denominados hoje por blogueiros, youtubers e empresários que utilizam a internet como meio de divulgar seus produtos.
No âmbito escolar, a gama de professores que utilizam esses métodos para suas aulas ainda é muito pouca, comparadas ao que se vê fora da escola. No contexto familiar, social, os jovens, adolescentes e até a terceira idade já estão na era digital, enquanto no ambiente acadêmico, são raras as escolas preparadas para uma aula interativa com o uso da Tic’s. E quando a escola dispõe desse espaço, encontra-se outra dificuldade, que é a falta de preparação dos profissionais da educação, que não dispõem de Capacitação pessoal na área, e não aproveitam a série de oportunidades interativas que as tecnologias proporcionam para aulas mais dinâmicas e atraentes.
Cabe a esta nova geração de profissionais da educação, investir e continuar evoluindo no quesito tecnologias para por em prática o aprendizado tecnológico, pois enormes são as possibilidades de atrelar uma aula de Língua portuguesa, por exemplo, através do uso de ferramentas digitais, como as Fanfics, google sala de aula, forumeiros, dentre outros, além daqueles usuais que já são conhecidos por muitos, como o facebook, blogs, whatsaap, etc.
Isso não quer dizer que fazendo dessa forma, tudo será mais fácil, e nós professores não teremos desafios. Ao contrário, todo trabalho produtivo é trabalhoso, haverá sempre percalços, mas a maneira como irá transpor essas dificuldades é o diferencial que cada profissional poderá se destacar ao conseguir superá-las.
verdade, Elizalva, mesmo diante das dificuldades encontradas nesse novo espaço tecnológico, não podemos deixar ser empecilho, é conhecer e buscar se destacar nesse novo espaço de inserção digital.

Jucicleia Xavier dos sant

Mensagens : 9
Data de inscrição : 28/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Luna Layse em Seg Jul 02, 2018 5:52 pm

Segundo Rojo (2015), são características da hipermodernidade: as novas tecnologias digitais da informação e comunicação (TICs) e as culturas em rede, destas se desencadeiam os multiletramentos e novos letramentos. A autora recorre ainda a outros teóricos para definir que a hipermodernidade, prescinde a radicalização da modernidade, que provoca mudanças sociais positivas e negativas.

Também são conceituados os termos web 1.0, web 2.0 e web 3.0, que designam, respectivamente: a) primeira geração da internet, principalmente com transmissão unidirecional de informações; b) segunda geração da internet, em que os/as usuários/as produzem conteúdos em mídias e redes sociais, diversificando as fontes de informações; c) conhecida como a geração da internet “inteligente”, a terceira geração da internet visa entender necessidades e desejos dos/as usuários/as, com a oferta de conteúdos e mercadorias em tempo real.

A partir das reflexões até aqui propostas, se nota que a cultura digital está presente no cotidiano dos/as discentes. Neste sentido, as práticas de web que envolvem os gêneros textuais, uso de ferramentas do Google, jogos digitais, mecanismos de busca, fóruns, dentre outras ferramentas e formatos de comunicação online, podem ser trabalhados em sala de aula. Inclusive, incentivando a criatividade com práticas de leitura, interpretação e escrita colaborativa, a partir do debate e promoção de novos gêneros, que podem ser desenvolvidas, por exemplo, por meio da produção de fanfics, atividades com produção de playlist, etc. Deste modo, será propiciado aos/às discentes outras vivências e ensino-aprendizagens que envolvem a coletividade, interação e ludicidade. Processo em que pode ser envolvido ainda o diálogo sobre as diferenças, um debate sobre culturas, respeito e sobre conhecer os modos de vida do/a outro/a.

Luna Layse

Mensagens : 6
Data de inscrição : 26/03/2018

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gêneros do Discurso, Hipermodernidade e Multiletramentos nas Práticas Pedagógicas na Era Tecnológica

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum